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Confronto entre Israel e Irã: o que isso tem a ver com o ateísmo ? | Radar Ateu


Em um episódio de seu podcast "Radar Ateu" no YouTube, Jorge Guerra Pires, Doutor em Ciência da Informação com foco em Bioinformática, discute a natureza dos conflitos internacionais, especificamente o confronto entre Israel e Irã, sob uma perspectiva ateísta. Ele argumenta que a religião é a raiz de muitos desses conflitos, citando a natureza religiosa de ambos os lados no embate entre Israel e Irã, e questiona se uma sociedade ateia seria menos violenta. Pires também critica a instrumentalização da fé na política, a influência do nacionalismo cristão e a desumanização do "outro" em nome da religião, enquanto promove o humanismo e o secularismo como alternativas. O autor também divulga seus livros sobre ateísmo e solicita apoio financeiro para seu podcast.



Briefing Detalhado: Conflito Israel-Irã e a Perspectiva Ateísta, Segundo Jorge Guerra Pires


Este briefing detalhado resume os principais temas, ideias e fatos apresentados por Jorge Guerra Pires em seu podcast "Radar Ateu", focando na conexão entre o conflito Israel-Irã e o ateísmo, bem como em sua visão sobre o secularismo e a influência religiosa na política global e brasileira.


Tese Central: A Raiz Religiosa dos Conflitos Globais

Jorge Guerra Pires argumenta que o conflito entre Israel e Irã, e outros conflitos armados perigosos que envolvem armas nucleares, têm uma base fundamentalmente religiosa. Ele enfatiza que ambos os lados, Israel e Irã, são religiosos, e a influência de crenças dogmáticas é um fator crucial.


"Se você observar que os dois lados são religiosos, o Irã é um país de base muçulmana, tem toda uma questão religiosa... e nós temos isso também nos países cristãos."


Ele questiona se esses conflitos persistiriam em uma sociedade mais ateísta ou secular.


I. O Conflito Israel-Irã sob uma Lente Ateísta

Natureza Religiosa dos Envolvidos: O autor destaca que tanto o Irã (islâmico) quanto Israel (majoritariamente judeu, mas com forte influência religiosa no governo) são países de base religiosa. Ele compara a "patrulha da moralidade" no Irã com grupos religiosos armados em países cristãos como os EUA (KKK) e o Brasil (bolsonarismo).

Influência do Fundamentalismo em Israel: Pires menciona a afirmação de que Israel, embora com uma possível maioria ateia na população, é governado por um pequeno grupo fundamentalista. Ele cita a pressão de grupos religiosos ortodoxos sobre o primeiro-ministro Netanyahu para atacar o Irã, ligando isso à perda de sua base política. "O cidadão de Israel... acaba se permitindo ser governado por uma tropa de fanáticos."

Apoio Evangélico dos EUA a Israel: Um ponto crucial é a explicação para o forte apoio dos Estados Unidos a Israel, mesmo quando Israel age contra os pedidos americanos. Pires atribui isso em grande parte ao lobby evangélico nos EUA, que vê Israel como a "terra prometida". "O único motivo que Israel é um país que recebe muitos recursos americanos... tem a ver também com o lobby evangélico."

Crítica à Narrativa de "Povo Escolhido": O autor refuta a ideia de que a existência de Israel é resultado de profecias bíblicas ou "proteção de Deus". Ele afirma que é um "movimento político" criado pela união de britânicos e americanos. "Não tem nada a ver com profecia bíblica... não tem nada a ver com povo escolhido como os evangélicos acreditam."

Críticas às Ações de Israel e Acusações de Crimes de Guerra:Punição Coletiva: Pires condena veementemente as ações de Israel em Gaza e contra o Irã como "punição coletiva", o que é proibido por acordos internacionais e considerado crime de guerra. "O que Israel tá fazendo é punição coletiva, o que é totalmente contra qualquer tipo de acordos internacionais."

Genocídio e Violação de Direitos Humanos: Ele menciona que Israel foi "condenado internacionalmente por violar direitos humanos", com um pedido de prisão para Netanyahu, e que relatórios da inteligência israelense indicam que Netanyahu "sabia dos ataques do Hamas" e "ajudou o Hamas a atacar" para legitimar as ações contra Gaza.

Hipocrisia Nuclear: O autor aponta a hipocrisia de Israel condenar o programa nuclear do Irã, enquanto eles próprios possuem armas nucleares não admitidas publicamente.

Comportamento "Bíblico" de Israel: Pires traça um paralelo entre as ações de Israel e as histórias do Antigo Testamento, que descrevem punições coletivas e violências, incluindo "morte de crianças". "Se você observar com comportamento de Israel parece muito com Antigo Testamento: punição coletiva." "Israel tá nos levando para os tempos bíblicos do Antigo Testamento."

II. O Ateísmo e a Busca por uma Sociedade Menos Violenta

Ateísmo como Negação de Deus, Não Ideologia: Pires insiste que o ateísmo é a "negação da existência de Deus, ponto final", e não uma ideologia ou religião que dite como viver. Ele critica a tentativa de apologistas cristãos de reduzir o ateísmo a uma ideologia e associá-lo a regimes autoritários (URSS, China, Hitler). "Quando diz que ateísmo é uma ideologia, ateísmo é uma religião, isso é um truque para tentar reduzir o ateísmo à forma de religião, é um truque idiota."

"Raised by Wolves" e a Reflexão sobre o Ateísmo Dogmático: Ele discute a série "Raised by Wolves", que retrata ateus criando um exército para lutar contra religiosos, e levanta a questão se a série pretendia ser uma reflexão ou um ataque ao ateísmo, questionando se uma sociedade ateísta seria tão violenta quanto uma religiosa. Embora ache que a série errou ao equiparar a violência, ele valoriza a reflexão.

Países Seculares x Conflitos Religiosos: Pires contrasta países seculares e com alto índice de ateísmo (Japão, Suécia, Noruega) como mais pacíficos, em oposição aos países envolvidos em conflitos armados que, segundo ele, têm um conceito de Deus. "Você não vê você falar isso de do budismo... Eu não conheço nenhum conflito perigoso nessa dimensão vindo de países budistas."

União Monoteísta como Fonte de Conflito: Ele sugere que os maiores e mais perigosos conflitos globais vêm de um "ovinho monoteísta": judaísmo, cristianismo e islamismo, que compartilham uma base no "Deus Abraâmico". "Se você prestar atenção e começar a refletir sobre esses conflitos que tá acontecendo ali é sempre é sempre aquele aquele ovinho ali né é sempre aquele ovinho monoteísta que faz esses conflitos né aquele ovinho monoteísta que é islamismo judaísmo e cristianismo."

III. Críticas à Influência do Cristianismo na Política

Cristianismo e Poder Estatal: Pires argumenta que o cristianismo, historicamente, se acostumou a ter "privilégios de estado" e depender da sua impregnação na estrutura estatal. "O cristianismo precisa do Estado para sobreviver, diferente das outras religiões."

"Corrupção" da Fé e a Falácia do "Nenhum Escocês Verdadeiro": Ele rejeita a ideia de que a fé é "instrumentalizada" ou "corrompida" por políticos, afirmando o oposto: "é o cristianismo que corrompe as pessoas, não é as pessoas que corrompem o cristianismo". Ele usa a "falácia do nenhum escocês verdadeiro" para ilustrar a tentativa de criar uma "pureza" da religião, ignorando a história violenta do cristianismo.

Cristianismo e Nazismo: O autor aponta o apoio da Igreja Católica ao regime nazista, argumentando que a tentativa de "reduzir o nazismo ao ateísmo" ou dizer que "Hitler era ateu" é uma falácia.

O Caso do Brasil e o Bolsonarismo: Pires lamenta a crescente influência evangélica no Brasil, especialmente a "bancada evangélica" em um país laico, e como isso justifica a "covardia" de Israel, em sua visão, com o "dinheiro norte-americano" (também influenciado por evangélicos). "Israel tá fazendo essa covardia com dinheiro norte-americano que tem muitos evangélicos nos Estados Unidos."

IV. Perspectivas Futuras e Apelos

Fomento ao Ateísmo e Secularismo: O objetivo geral do podcast e dos livros de Pires é "ajudar a entender como vai ser um Brasil mais ateísta, como vai ser um Brasil mais secular", visando a resolução de conflitos religiosos.

Engajamento e Apoio ao Conteúdo: Ele faz um apelo para que os ouvintes apoiem seu trabalho, seja através de assinaturas mensais, compra de seus livros (Revolução Ateísta, Desinformação), ou interação em suas plataformas (YouTube, Amazon, Google Books).

Em suma, Jorge Guerra Pires utiliza o conflito Israel-Irã como um estudo de caso para ilustrar sua tese de que a religião, especialmente o monoteísmo dogmático, é uma fonte primária de violência e conflito global, contrastando-a com o potencial de sociedades seculares e ateias para serem mais pacíficas e humanas.



Linha do Tempo Detalhada


Período Indefinido (Passado Antigo - Profecias Bíblicas):


Profecias Bíblicas Falhas: O podcast menciona que a própria Bíblia contém inúmeros pontos onde as profecias falharam, como a previsão de que o "povo persa" (atual Irã) seria derrotado pelos judeus, o que não ocorreu, já que o Irã hoje é muito maior que Israel.

Fundação de Israel (Visão Política e Não Profética): A existência de Israel como país é apresentada como um movimento político, resultado da união de britânicos e americanos, e não de profecias bíblicas ou da proteção de um "Deus de Abraão" ou de um "povo escolhido".

Desumanização do "Outro": A concepção de Israel como "povo escolhido" ou "povo de Deus" por evangélicos brasileiros e norte-americanos leva à desumanização do outro lado (muçulmanos), justificando a "covardia" de ações contra Gaza e o Irã.

Início da História Moderna:


Surgimento do Cristianismo e sua Relação com o Estado: O cristianismo é descrito como uma religião que nasceu e cresceu durante o Império Romano, sendo aceito como religião oficial e se impregnando no estado, acostumando-se a ter privilégios estatais.

Surgimento do Islamismo: O Alcorão é descrito como uma cópia do Antigo Testamento, e o Islamismo teria surgido posteriormente ao Cristianismo, talvez por "ciúme". Jesus aparece no Islamismo, mas mais como profeta.

Século XX - Movimentos Políticos e Religiosos:


Ku Klux Klan (EUA): Mencionado como um grupo armado com papel histórico importante nos EUA, atuando contra movimentos abolicionistas e de libertação negra, como os liderados por Martin Luther King.

Apoio Católico ao Nazismo: A Igreja Católica na Alemanha é acusada de obrigar a comemoração do aniversário de Hitler, dando suporte ao nazismo e, após sua queda, ajudando nazistas a fugir, contribuindo para o que ocorreu nos campos de concentração.

União Soviética e o Ateísmo de Estado: A União Soviética, com líderes como Stalin (que era ateu mas cresceu em um contexto cristão e usou uma estrutura religiosa para os massacres), é citada como um exemplo de estado que tentou remover o cristianismo "na força", o que não funcionou, pois o governo Putin é hoje fortemente apoiado pela igreja ortodoxa.

Tentativas de Laicização do Estado no Brasil: Desde o Império de Dom Pedro II, houve tentativas de separar Estado e Igreja no Brasil, mas o cristianismo se impregnou cada vez mais no estado, com a crescente força da "bancada evangélica".

Eventos Recentes (Período em que o podcast foi gravado):


Ataque do Hamas a Israel: O Hamas atacou Israel, matando mais de 1000 pessoas. O narrador critica a punição coletiva de Gaza em resposta, argumentando que os moradores de Gaza são vítimas do Hamas, que "sequestrou o estado".

Decisão de Netanyahu de Atacar o Irã: Netanyahu teria decidido atacar o Irã após perder sua base política e ser pressionado por grupos religiosos ortodoxos em Israel.

Conflito Israel-Irã e Possíveis Ramificações: O conflito armado entre Israel e Irã é considerado muito perigoso, com a possibilidade de envolvimento dos Estados Unidos e o medo de uma Terceira Guerra Mundial. Ambos os lados são descritos como religiosos.

Acusações de Genocídio e Crimes de Guerra Contra Israel: Israel foi condenado internacionalmente pela ONU por violar direitos humanos, com acusações de genocídio e punição coletiva em Gaza. Há um pedido de prisão para o primeiro-ministro de Israel.

Justificativa de Israel para Ataque ao Irã: Israel justifica o ataque por medo de que o Irã produzisse bombas atômicas, apesar de Israel já possuir armas nucleares e o Irã estar cooperando com organizações internacionais para manter seu programa nuclear sob controle. O narrador sugere que a covardia de Israel em Gaza pode ter assustado o Irã.

Corrupção no Governo Netanyahu: Relatórios da inteligência israelense comprovaram que Netanyahu sabia dos ataques do Hamas e que seu governo ajudou/permitiu os ataques para ganhar legitimidade para atacar Gaza.

Posicionamento de Lula sobre Israel: O ex-presidente Lula comparou as ações de Israel aos campos de concentração, o que, diferentemente de suas declarações sobre a Ucrânia, afetou negativamente sua popularidade no Brasil, devido ao apoio evangélico a Israel.

Debate sobre a Natureza dos Conflitos Religiosos: O podcast reflete sobre se esses conflitos continuariam em uma sociedade ateísta, sugerindo que a maioria dos conflitos armados perigosos envolve países com "uma visão de Deus" (monoteístas, como Islamismo, Judaísmo e Cristianismo). Países mais seculares, como Suécia, Noruega e Japão (com alto nível de ateísmo e religiões sem Deus), são mais pacíficos.

Elenco de Personagens

Jorge Guerra Pires: O podcaster e narrador. Doutor em gestão de informação focado em bioinformática. Criador do podcast "Radar Ateu" (ou "Mente Ateísta"). Autor de diversos livros focados em ateísmo, incluindo "Desinformação" (com uma nova versão em desenvolvimento focada em desinformação no ateísmo e discurso de ódio contra ateus) e "Revolução Ateísta" (um livro em volumes que aborda vários tópicos do ateísmo). Ele busca convidados com influência no ateísmo brasileiro para o podcast.

Martin Luther King: Líder do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, mencionado em contraste com a atuação armada de grupos como a Ku Klux Klan.

Mahmoud Abbas (Possivelmente, como líder da Palestina): Não mencionado nominalmente, mas "a liderança palestina" que "morreu" e que "deveria ter assinado o acordo de paz" é uma referência implícita a líderes como Yasser Arafat, que presidiram a Autoridade Palestina.

Benjamin Netanyahu: Primeiro-ministro de Israel. É criticado por suas decisões de ataque ao Irã (aparentemente sob pressão de grupos religiosos ortodoxos), por sua "covardia" em Gaza, por ignorar pedidos de Biden e Trump para parar ataques, e por ter conhecimento prévio dos ataques do Hamas, supostamente permitindo-os para ganhar legitimidade. Ele é descrito como usando passagens do Antigo Testamento em seus discursos e representando um comportamento que se assemelha às "punições coletivas" da Bíblia.

Donald Trump: Ex-presidente dos Estados Unidos. Mencionou que pediu a Netanyahu para não atacar o Irã. Sua era política é associada ao fortalecimento do nacionalismo cristão nos EUA.

Joe Biden: Presidente dos Estados Unidos. Mencionou que pediu a Israel para parar os ataques várias vezes.

Lula (Luiz Inácio Lula da Silva): Presidente do Brasil. Criticado por declarações que compararam as ações de Israel aos campos de concentração (o que gerou perda de popularidade), mas elogiado por sua posição "democrática" e seu posicionamento "muito bem" contra Netanyahu e Israel. É também mencionado por ter um "discurso religioso" e fazer "acordos com a igreja".

Volodymyr Zelensky: Presidente da Ucrânia. Mencionou que pediu a Lula que se desculpasse por comparar Ucrânia e Rússia.

Peter Hitchens: Irmão de Christopher Hitchens, descrito como um cristão. Ele debateu com Christopher Hitchens, argumentando que uma sociedade ateísta seria tão violenta quanto uma religiosa.

Christopher Hitchens: Ateu famoso, parte do "quarteto" do ateísmo. Escreveu "Deus Não é Grande". Debateu com Peter Hitchens e John Lennox. É citado ao argumentar que o cristianismo teve um discurso antijudeu que contribuiu para o Holocausto e que o Islamismo pode ter surgido por "ciúme" do cristianismo.

Sam Harris: Um dos intelectuais do "novo ateísmo". Mencionado por prever que o último conflito da humanidade será entre cristianismo e islamismo.

Giseldo: Um ouvinte do podcast, amigo do narrador, que indicou a série "Raised by Wolves".

John Lennox: Professor de matemática de Oxford. Debateu com Christopher Hitchens, insistindo na ideia de que a União Soviética ateia levou aos horrores do regime, implicando que uma Europa ateia se tornaria semelhante.

Stalin: Líder da União Soviética. Mencionou que era ateu, mas cresceu em um contexto cristão e usou uma estrutura religiosa para seus massacres.

Hitler: Líder da Alemanha Nazista. Apresentado como alguém que usava linguagem religiosa (inclusive Jesus) e cuja estrutura de operação era religiosa, com apoio da Igreja Católica. Sua tentativa de associar o nazismo ao ateísmo é refutada.

Putin: Presidente da Rússia. Mencionado por governar um país com forte apoio da igreja ortodoxa, indicando o fracasso da tentativa soviética de erradicar o cristianismo.













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